A Academia Estudantil de Letras (AEL) Walcyr Carrasco esteve, na quinta-feira passada, presente na cerimônia de abertura do Ano Literário de 2015 da Academia Paulista de Letras (ALP)
Na quinta-feira passada (05/02), a convite da DRE Itaquera e da APL, acadêmicos e professores das AELs Walcyr Carrasco e Graciliano Ramos, além de convidados de outras unidades escolares de Itaquera, participaram da cerimônia de abertura do Ano Literário de 2015 da ALP, em homenagem a Mário de Andrade.
| Livros do grande homenageado do dia: Mário de Andrade |
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| A galera de Itaquera na ALP |
A mesa da cerimônia foi composta pelo presidente da APL, o professor Gabriel Chalita (cadeira no 5), Dr. José Renato Nalini (cadeira no 40), Ignácio de Loyola Brandão (cadeira no 37), Antônio Penteado Mendonça, Marcelo Mattos Araújo, secretário da Cultura do estado de São Paulo, e pelo poeta e decano da ALP Paulo Bomfim (cadeira no 35).
O escritor Ignácio Loyola contou um pouco sobre a vida de Mário de Andrade, a partir de trocas de cartas entre Andrade e seu amigo Pio Lourenço Corrêa.
Após a fala de Loyola, Nalini e Chalita afirmaram que pretendem aumentar o número de encontros que promovam o diálogo entre os acadêmicos e o público interessado pela cultura e pela literatura.
A cerimônia teve como encerramento uma apresentação musical orquestrada por Júlio Medaglia (cadeira no. 3), mostrando o lado musicólogo de Mário de Andrade. Entre outras composições, a orquestra tocou "Viola Quebrada", de composição do próprio Mário. Penteado Mendonça ainda declamou o poema "Quando morrer", de Mário de Andrade, o qual encerra essa postagem. Agradecemos pelo convite e que ele seja um bom presságio para o trabalho da AEL em 2015.
Quando eu morrer quero ficar
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

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